Ainda tenho muito a falar do Metrô. Mas vou contar minha experiência de ontem e a doutro dia.
Peguei o metrô na estação “Cardeal Arcoverde”, em Copacabana, às 17h40min, em direção à Glória. Depois de uns 4 minutos de espera (17h40min, no horário de pico, em São Paulo os trens passam a cada 90 segundos), chega uma composição aceitavelmente lotada.
Depois de atravessar um mar de gente próximo à porta, encontro canto confortável para ficar de pé próximo de um banco. Isto é: as pessoas ficam próximas à porta prejudicando a passagem. Mas pode ser por outro motivo: a próxima estação.
Chegamos a Botafogo, a estação mais quente (pun intended) dessa nova integração bizarra que passa pela oficina de manutenção do metrô (imaginem um túnel em construção e mandarem as pessoas cruzarem seus carros pelo corredor operacional. É mais ou menos isso que o Metrô Rio faz). Em Botafogo, uns 50% dos passageiros descem. Entra quantidade de pessoas semelhante. E o trem segue, tão cheio quanto entrou, rumo a Glória.
Chegando ao Flamengo, uma bela voz fala nos autofalantes: “estamos esperando a liberação do tráfego à frente”. Já viu engarrafamento de metrô? Pois é, no Rio acontece! E isso que o intervalo entre trens está, no trecho com duas linhas, em 3 minutos e meio. E engarrafa. Em São Paulo, mesmo nos momentos de intervalo de 90 segundos, é raro um trem parar. Já presenciei isso uma ou outra vez por lá, aqui no Rio parece que acontece todo dia. O Marcus Vinícius já falou disso, melhor do que eu.
Foi uma viagem relativamente tranquila, contudo. Melhor do que eu estava esperando. Contarei a outra viagem.
Outro dia, saí do trabalho, passei em casa, tomei um banho, e fui pegar o metrô em Botafogo, umas 18:30, em direção à Tijuca. Esperando o trem na plataforma, chega o para a Pavuna. Abrem-se ambas as portas do trem, e gente, dos dois lados entra correndo para pegar um lugar sentado. Lembrei-me da brincadeira da “dança das cadeiras” que eu jogava quando eu era criança, mas feito por adultos: senhoras gordinhas, homens feitos, todos correndo para conseguir ficar sentados.
Depois de uns 3 minutos, chega o trem para a Tijuca. Depois de sair um monte de pessoas, por ambos os lados do trem, entro com relativa tranquilidade (só precisei dar duas cotoveladas; pra quem já pegou trem 6 da manhã em Santo André isso é super light).
Enfim, as experiências não foram tão ruins. Mas notei duas coisas: desorganização total da concessionária Metrô Rio (e no meu próximo post a respeito vou falar de uma solução muito simples para a estação Botafogo) e falta de noção do povo, que não facilita a vida dos demais.
Agora vou embora, a pé — graças a Deus!, enquanto ainda faz um belo dia no Rio de Janeiro. Inté!